161…

Continuação…

Mas chegou o tempo para fazer o quê?

Apenas uma pequena história…

Por volta de 1950 (podia fazer referência há primeira vez que tal foi sugerido, 1877, mas é muito antigo!!!) uma série de cientistas, principalmente russos e ucranianos, vieram a público apresentar a sua teoria sobre a formação do petróleo. Para estes cientistas o petróleo tinha uma origem abiótica (diz-se da zona ou dos lugares onde a vida animal ou vegetal não é possível), e assim, ao contrário do que na altura se considerava como certo, que o petróleo tinha uma origem biótica (relativo à vida), estes cientistas estavam convencidos de que o petróleo tinha a sua origem nas zonas mais superficiais do manto terrestre:

O tempo foi passando, e esta teoria foi sendo desacreditada, pois apesar das inúmeras tentativas de encontrar petróleo a grandes profundidades (aliás os russos são peritos em perfurações deste tipo!)  nunca se encontrou nas quantidades que supostamente deveriam existir… pelo menos quantidades comercialmente lucrativas (sempre o dinheiro).

Chegamos novamente a 2010, e no ano passado, os defensores destas teoria voltaram à carga…
Será desespero, por o fim da era do petróleo a jorrar às catadupas estar prestes a terminar? Desconfio que sim…

Mas eles não desistem, e até, segundo um artigo publicado o ano passado, cientistas conseguiram sintetizar hidrocarbonetos pesados (propano e butano) através do metano, utilizando bigornas de diamantes e lasers para simularem as condições do manto…

Esta história serve apenas para que nos demos conta que o desespero não é nunca a melhor forma de encarar os problemas que se aproximam…

Será que devemos estar a despender o nosso intelecto, o nosso tempo, e os nossos recursos em busca da forma como o petróleo é criado? Será que queremos continuar a utilizar petróleo? Ou será que pensamos que poderemos sintetizar petróleo no futuro próximo e assim encontrarmos o que pensamos ser a salvação no nosso actual estilo de vida?

Continua…

158…

O tempo que há-de vir…

Infelizmente será penoso, no mínimo…

A história começa em 1859, ano em que se criou a primeira exploração de petróleo numa quinta na Pensilvânia.

Este poço em 1861 já extraía cerca de 4000 barris/dia

O tempo foi passando, o consumo aumentando de forma fantástica, pois eram cada vez mais as utilizações que se davam ao petróleo e aos seus subprodutos. Com o avanço dos conhecimentos a nível da química a invenção dos computadores então passou de fantástico a quimérico!

Desde 1970 até 2009 foi este o ritmo de consumo a nível mundial:

 
E chegamos a 2010…

Chegamos a 2010 e o que temos? Temos uma espécie totalmente dependente do petróleo. Não se acreditam?

Ora vejam…

Amónia, anestésicos, anti-histamínicos, membros artificiais, relva artificial, anti-sépticos, Aspirina, Auto Peças, toldos, balões, canetas esferográficas, ataduras, guarda-sol, Barcos, Máquinas, Velas, Caixas bateria de carro, tapetes, calafetagem, cortisonas, Cosméticos , lápis, cartões de crédito, Cortinados, desodorizantes, detergentes, dados, Fraldas Descartáveis, bonecas, Corantes, óculos, fiação eléctrica de isolamento, Faucet, varas de pesca, pesca de linha, iscas, Alimentação, preservativos, embalagens de alimentos, Mangueiras, colas , coloração de cabelo, cabelos acessórios, cosméticos, Aparelhos Auditivos, Válvulas cardíacas, tintas, repelentes, insecticidas, linóleo, Batom, leite jarras, Esmalte, filtros de óleo, Perfume, Vaselina, cimento borracha, Álcool , Shampoo, Creme de Barbear, Calçados, Creme dental, sacos do lixo, Estofados, vitaminas Cápsulas, Água Tubos, Fios…….

A lista não acaba… mas para bom entendedor!

Vamos agora entrar em futurismo!

Com data de 2009, as reservas mundiais aproximadas de petróleo eram de 1,367,078,420,000 barris

Ao olhar para este número até nos assustamos, pois é enorme… mas o que parece muitas vezes não é…

Igualmente com data de 2009 o consumo nesse ano foi de cerca de 85.000.000 barris/dia.

Assim sendo, e considerando que o consumo diário se mantém, nos anos futuros, nesta quantidade (coisa que não vai acontecer) este número enorme de barris de reservas dá para mais 44 (quarenta e quatro) anos.

Pois é… isto não está bonito… mas ainda é pior…

As previsões de consumo médio até 2030 são de cerca de 95.000.000 barris/dia, fruto da continuação do consumo desproporcionado, e de novos países a consumir em cada vez maior escala.

E com esta previsão de consumo diário em vez dos 44 anos, passamos para 39 (trinta e nove) anos.

Curioso como conseguimos em cerca de 190 anos, menos de dois séculos, esgotar uma fonte de energia desta dimensão.

Assim tem a espécie “Homo sapiens” (que entretanto evoluiu para “Homo sapiens parasitus”) que por o fantástico cérebro que possui a trabalhar, mas a trabalhar a sério e rápido, para encontrar a solução para esta revolução que está aí a chegar… até posso escrever:

O Tempo Chegou…

Continua…