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“Aquacultura em Portugal triplica até 2015, estima ministro

O ministro da Agricultura e Pescas, António Serrano, estima que a produção portuguesa de pescado em aquacultura triplique até 2015, de 7 para 21.000 toneladas, mas admite que a crise económica pode dificultar o “crescimento rápido” do sector.” ref

Boa notícia?

Para alguns sim… para a maioria “nim”… para mim não!

Não há volta a dar… somos definitivamente uma espécie sem futuro a médio/longo prazo…

Pelos vistos, vamos seguir o caminho da miséria, outra vez…

Ora aqui vão mais umas informações sobre aquacultura de águas profundas (ou “longe da costa”):

Os grandes problemas, já conhecidos e comprovados, deste tipo de actividade são:

– Surtos repentinos de doenças;

– Poluição;

– Fugas de pescado;

– Esgotamento de populações de peixe selvagem para servir como alimentação;

– Aumento e crescimento de quintas de peixe não significa aumento do número de empregos;

– Tendência para concentração da actividade em grandes grupos económicos;

– Aumento dos custos de produção;

– Perdas elevadas de alimentação;

– Origem da alimentação para as quintas em colheitas terrestres principalmente da zona da Amazónia;

– Inexistência de estudos credíveis e bem estruturados sobre os impactos cumulativos a longo prazo;

– Utilização intensiva de agentes anti-microbianos poderá levar a resistências com influência na população
   humana;

Tirando estes “pequenos problemas” ficará por saber quanto tempo demorará para também começarmos a produzir peixe OGM…

As soluções passarão por sistemas de aquacultura de dimensões reduzidas em terra, com sistemas de tratamento de águas, com utilização zero ou tendencialmente zero de produtos fito-farmacêuticos, com fontes de alimentação de colheitas terrestres locais, etc…

Mas, como estudar e pensar, pelos vistos não é coisa que gostamos muito de fazer…

Vamos lá arrancar em força para as aquaculturas de off-shore… e seja o que a Natureza quiser.