Break 154…

gota

“Ingrediente da VIDA… PRIVADO”

Vão-me desculpar mas o tempo escapa-me por entre os dedos… E há medida que se aproxima a data da suspensão por TEMPO indeterminado… A vontade de contemplar supera a vontade de escrever numa máquina!

Aproveito as palavras escritas pela Amiga aNaTureza e faço como os preguiçosos contempladores… Copio e Colo!

Concessão/privatização do abastecimento de água e Carta a enviar a membros do governo

***

População contra a privatização da água em Odivelas.

Várias dezenas de trabalhadores manifestaram-se ontem, dia 29, na Assembleia Municipal de Odivelas contra a intenção do executivo municipal socialista de entregar a água aos privados. Uma decisão politicamente ilegítima que não consta do programa eleitoral com que o PS se apresentou a votos nas últimas eleições autárquicas. A privatização acabou por ser votada com os votos do PS e PSD, apesar de saberem, com ali foi demonstrado por trabalhadores, dirigentes sindicais do STAL, membros da Associação Água Pública, da “Água é de todos” e pelos eleitos da oposição, que este caminho lesa gravemente os interesses das populações e dos trabalhadores. Em defesa do serviço público, dos postos de trabalho, da “água é de todos” os trabalhadores deixaram bem claro que a luta vai continuar e que muita água vai ainda correr debaixo da ponte…

povo

Antes que privatizem a água do seu concelho, assine e recolha assinaturas para:

– Iniciativa Europeia de Cidadãos pelo Direito à Água http://right2water.eu/
– Iniciativa Legislativa de Cidadãos A Água é de Todos em http://www.aguadetodos.com/content/view/77/41/
– Petição pela Privatização da Água a Referendo em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N11644

Apelo para que haja um envio massivo de e-mails ou cartas de protesto para o governo:

Gabinete do 1º ministro – gabinete.pm@pm.gov.pt
Secretário de estado da presidência do conselho de ministros – gabinete.sepcm@pcm.gov.pt
Ministro das finanças – gabinete.ministro@mf.gov.pt
Ministro da economia – gabinete.ministro@mee.gov.pt
Ministra da agricultura – gabinete.ministro@mamaot.gov.pt
Grupo Águas de Portugal – info@adp.pt

(Introduzi algumas alterações na carta original…)


Ex.mos Srs.,

Declaro o meu total repúdio pela recentemente aprovada Proposta de Lei 123/XII que “Procede à segunda alteração à Lei n.º 88-A/97, de 25 de Julho, que regula o regime de acesso da iniciativa económica privada a determinadas actividades económicas” e que teve o “natural” apoio da maioria parlamentar PSD e CDS-PP, e que tem como objectivo regular “…o regime de acesso da iniciativa económica privada a determinadas actividades económicas, visando a reorganização do sector de abastecimento de água e saneamento de águas residuais e recolha e tratamento de resíduos sólidos.“, o que em termos mais simples quer dizer que permite que a água, e serviços conexos, passe a ser “objecto” de venda para obtenção de lucro por parte de empresas privadas.

Gostaria de vos lembrar, que a água é um direito humano e um bem comum.
Moralmente nunca deverá ser um bem destinado à obtenção de lucro por parte de entidades que não sejam representativas da população, exactamente por ser um recurso básico e essencial à vida de todos os seres. É também uma decisão politicamente ilegítima por não ter constado de nenhum programa eleitoral, pelo menos de domínio público.
Por estes motivos, exijo como Cidadão, que seja efectuado um referendo, mas apenas após vasta e clara discussão pública, e sessões de esclarecimento, visto ser esta a única forma que poderá, eventualmente, tornar uma decisão desta magnitude democrática e digna de um Estado de Direito Republicano. Isto se os Senhores acreditam ainda nestes valores.

Senhores, não servirá o exemplo do que já aconteceu em outros países? Ou apenas fazem como de costume e apenas vêem aquilo que vos interessa?

Concordo absolutamente com este excerto de uma intervenção no parlamento:

“A má estratégia, a incompetência, a negligência dos sucessivos governos, bem traçada à escala de uma desejada privatização do sector da água, é que é a responsável por problemas de sustentabilidade, que ainda assim têm solução que não passa obviamente pela privatização da sua gestão. Os problemas de sustentabilidade do sector foram produzidos por más opções políticas.
Denegrir agora o sistema público de gestão da água é um entretenimento do governo e da maioria parlamentar para sustentar o seu desejo de privatização. O concelho de Almada que optou por virar as costas à chantagem do governo e por via disso nunca obteve financiamento central ou comunitário dos seus investimentos, tem hoje, um sistema perfeitamente sustentável, numa gestão totalmente pública que merece ser focada.
Almada capta, armazena, distribui em baixa, faz tratamento de águas residuais, ou seja, tem uma gestão pública, directa e integral. Cobra aos munícipes 1,20 euros/m3 e há 3 anos que não aumenta o preço da água porque não precisa cobrar mais pelo valor da água para garantir a sustentabilidade do sistema. O sistema é auto-suficiente e tem uma escala de 200 000 habitantes, tem 100% de abastecimento e 100% no saneamento.
Isto é um exemplo de boa gestão pública e há mais casos no país.”

Sem outro assunto de momento,

Subscrevo com os melhores cumprimentos”

E pronto…

Se quiserem podem ler aqui o DAR com a discussão no plenário! Ou aqui para verem o vídeo da sessão!

Aproveitem a Internet para tentarem alterar algo sem que seja necessário recorrer a outros meios mais “físicos”…

Por aqui me fico!

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2 comentários

  1. Olá querido amigo Voz!

    Acabei de fazer a minha parte: enviei e-mails com o texto que acima propões para todos os endereços de e-mail que disponibilizaste!

    Estou em crer que poucos se sensibilizarão nesse sentido: afinal, é bem mais importante o carnaval com toda a sua palhaçada e futilidade do que a protecção de um bem essencial que é legitimamente de todos nós…

    Beijinhos!

    Responder
  2. aNaTureza

     /  Fevereiro 10, 2013 - 21:39

    Olá Voz, agradecida pela colaboração!

    Espero que adiram a isto, penso que, em conjunto com assinaturas e recolha das mesmas para as petições que existem, é o mínimo. Só lamentar e indignar-se sem nada fazer, nada resolve.

    Vamos ver… 🙄

    Responder

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